terça-feira, 15 de setembro de 2015

Você está matando sua autoestima? Responsabilize-se!

A autoestima é uma poderosa característica humana que está associada à valorização, respeito, honra e fé em nós mesmos. Ao passo que se alimenta de nossos compromissos internos e externos, ou seja, os compromissos que firmamos conosco e com os outros. 
Quando nos comprometemos, parte de nossa energia é depositada nesse compromisso. Nossa intenção está ali. E ao cumpri-lo essa energia retorna renovada e nos libera para novos compromissos.
Agora você deve estar se perguntando: e quando eu não cumpro meus compromissos? O que acontecesse?
Bom, ao deixar de honrar nossa palavra a energia que depositamos fica presa àquela intenção e não nos retorna.  Então, imagine-se descumprido diversos compromissos ao longo de uma semana, como ir a academia, ligar para um amigo, escrever um artigo, terminar um relatório, passar mais tempo com os filhos. Cada uma dessas atividades recebeu um carga de energia que ficará nela até que seja cumprida. 
Sendo assim, nossa energia interna vai se deteriorando e fica espalhada em muitas atividades que deixamos de realizar e começamos a ficar cansados e sem "força" para nos comprometer com nossos objetivos e metas, com aquilo que realmente é importante para nós. 
O nosso ser interior passa a não acreditar mais em nossa própria palavra. Nesse momento estamos matando nossa autoestima.
Tenha calma. Ainda há uma solução. Para aumentar seu nível de autoestima RESPONSABILIZE-SE e aja! Volte a cumprir seus compromissos e a honrar a sua palavra. E você pode começar pelas atividades que te exigem menos esforço para que sua energia seja o suficientemente recuperada para as atividades mais importantes. 
Para garantir que cumpramos nossos compromissos, podemos nos atentar às seguintes questões:
1) Comprometa-se apenas com atividades que intenciona realizar.
2) Organize seus compromissos - crie uma agenda e dê ordem de prioridades.
3) Livre-se de compromissos antigos, agindo.
4) Seja criativo! Busque novas maneiras de realizar aquela tarefa.
5) Delegue o que não for realmente importante.
6) Busque assistência para as tarefas que precisar.

Aos poucos, essa energia que estava dispersa, espalhada por aí, vai retornando e nos enchendo de vontade de fazer ainda mais, pois recuperamos nosso poder de acreditarmos em nós mesmos, de nos amarmos e de nos respeitarmos.
Cuidar de nossa autoestima é uma boa maneira de se aproximar de uma vida mais feliz.

Um abraço e até o próximo post.




terça-feira, 1 de setembro de 2015

Coaching e suas definições.



Podemos encontrar inúmeras definições do que é Coaching, como: “Coaching é uma abordagem comportamental de benefícios mútuos a indivíduos e organizações nas quais trabalham ou com as quais se relacionam.” (Goldsmith, 2012) ou “o Coaching é um poderoso processo de desenvolvimento pessoal e profissional, que consiste na cocriação de novas possibilidades.” (Catalão e Penim, 2009).
Para entendermos o conceito traçado pelos diversos autores, precisamos, antes, entender que suas definições estão intimamente ligadas às suas especializações na área. Portanto, partiremos de um conceito mais genérico e abrangente:

 Coaching é uma relação permanentemente focada no cliente e na sua tomada de medidas no sentido da realização dos seus sonhos, metas ou desejos. Este processo utiliza um processo de inquérito e de descoberta pessoal, por forma a construir no Cliente um nível de consciência e de responsabilidade e proporcionar-lhe uma estrutura de apoio e de feedback. O processo de Coaching ajuda o cliente a definir e atingir os seus objetivos pessoais e profissionais de uma forma mais rápida, e com uma facilidade que seria impossível de outra forma.” (ICF – Internacional Coach Federeation ).
Como processo multidisciplinar, o coaching ganhou muitos adeptos e estudiosos, o que favoreceu o amplo desenvolvimento de conceitos e definições. 
Há, atualmente, uma infinidade de outros conceitos do que venha a ser Coaching. Mas analisando esses já apresentados notamos uma série de ligações entre eles. O desenvolvimento pessoal e profissional, bem como a preocupação com melhoria de resultados são pontos-chave em todas as definições.
É notório, ainda, que o coaching se trata de um processo, o que nos leva a interpretar que exista um início, um meio e um fim, com um sistema de entradas e saídas de dados e informações relevantes a respeito do cliente. Tal processo, de acordo com as definições analisadas, é conduzido em parceria entre o Coach e seu cliente, levando-o, justamente, ao ponto onde este segundo quer chegar, ou seja, ao seu objetivo.
Curiosamente, percebemos que nas conceituações de Coaching há um processo de responsabilidade mútua, em que cabe ao coach o papel de facilitador, favorece uma dinâmica de transformação pessoal e mudança do cliente. (Catalão e Penim 2009) Por isso, deve estar claro ao coachee que o coach não estabelece seus objetivos, não define padrões do que está certo ou errado, não avalia bons ou maus níveis de desempenho. Em suma, o coach não ensina, o coach facilita a tomada de consciência, a identificação de potencial, a obtenção ou reforço da autoestima, a definição de objetivos, a elaboração e monitorização de planos de ação para a performance do cliente. (Catalão e Penim, 2009)
Para garantir a conexão com o cliente obter todas as informações necessárias para a condução do processo, o coach utiliza o método de entrevista, lançando uma série de perguntas investigativas e que levam ao coachee a refletir sobre suas questões, entender seus comportamentos e impulsionar-se em prol de seus objetivos e metas. Isso porque as perguntas feitas pelo coach ajudam ao cliente a mudar seu foco mental. Segundo Anthony Robbins, as perguntas certas criam a diferença no destino e em geral nos leva na direção de converter as dificuldades numa força propulsora, que melhora o mundo e a nós mesmos. (Robbins, 1993)
Robbins afirma, ainda que as perguntas determinam tudo o que fazemos na vida, das habilidades aos relacionamentos, mas que devemos atentar-nos ao tipo de pergunta que nos fazemos (Robbins, 1993). E é justamente nesse ponto em que o coach traz sua maior contribuição. Seu papel é fazer as perguntas certas, ou seja, aquelas que encorajam seus clientes a reavaliarem seus comportamentos e crenças limitantes, os projetem para padrões superiores e os ajude a desenvolver estratégias melhores. 
            Além das perguntas, o coach conta com um arsenal de ferramentas e metodologias validadas que lhe dão suporte para o bom andamento de suas sessões. Mas esse será um assunto para o próximo post.