Podemos
encontrar inúmeras definições do que é Coaching, como: “Coaching é uma
abordagem comportamental de benefícios mútuos a indivíduos e organizações nas
quais trabalham ou com as quais se relacionam.” (Goldsmith, 2012) ou “o
Coaching é um poderoso processo de desenvolvimento pessoal e profissional, que consiste
na cocriação de novas possibilidades.” (Catalão e Penim, 2009).
Para
entendermos o conceito traçado pelos diversos autores, precisamos, antes,
entender que suas definições estão intimamente ligadas às suas especializações
na área. Portanto, partiremos de um conceito mais genérico e abrangente:
“Coaching é uma relação permanentemente
focada no cliente e na sua tomada de medidas no sentido da realização dos seus
sonhos, metas ou desejos. Este processo utiliza um processo de inquérito e de
descoberta pessoal, por forma a construir no Cliente um nível de consciência e
de responsabilidade e proporcionar-lhe uma estrutura de apoio e de feedback. O
processo de Coaching ajuda o cliente a definir e atingir os seus objetivos
pessoais e profissionais de uma forma mais rápida, e com uma facilidade que
seria impossível de outra forma.” (ICF – Internacional Coach Federeation ).
Como
processo multidisciplinar, o coaching ganhou muitos adeptos e estudiosos, o que
favoreceu o amplo desenvolvimento de conceitos e definições.
Há,
atualmente, uma infinidade de outros conceitos do que venha a ser Coaching. Mas
analisando esses já apresentados notamos uma série de ligações entre eles. O
desenvolvimento pessoal e profissional, bem como a preocupação com melhoria de
resultados são pontos-chave em todas as definições.
É
notório, ainda, que o coaching se trata de um processo, o que nos leva a
interpretar que exista um início, um meio e um fim, com um sistema de entradas
e saídas de dados e informações relevantes a respeito do cliente. Tal processo,
de acordo com as definições analisadas, é conduzido em parceria entre o
Coach e seu cliente, levando-o, justamente, ao ponto onde este segundo quer
chegar, ou seja, ao seu objetivo.
Curiosamente,
percebemos que nas conceituações de Coaching há um processo de responsabilidade
mútua, em que cabe ao coach o papel de
facilitador, favorece uma dinâmica de transformação pessoal e mudança do
cliente. (Catalão e Penim 2009) Por isso, deve estar claro ao coachee que o
coach não estabelece seus objetivos, não define padrões do que está certo ou
errado, não avalia bons ou maus níveis de desempenho. Em suma, o coach não ensina, o coach facilita a
tomada de consciência, a identificação de potencial, a obtenção ou reforço da
autoestima, a definição de objetivos, a elaboração e monitorização de planos de
ação para a performance do cliente. (Catalão e Penim, 2009)
Para
garantir a conexão com o cliente obter todas as informações necessárias para a
condução do processo, o coach utiliza o método de entrevista, lançando uma
série de perguntas investigativas e que levam ao coachee a refletir sobre suas
questões, entender seus comportamentos e impulsionar-se em prol de seus
objetivos e metas. Isso porque as perguntas feitas pelo coach ajudam ao cliente
a mudar seu foco mental. Segundo Anthony Robbins, as perguntas certas criam a diferença no destino e em geral nos leva na
direção de converter as dificuldades numa força propulsora, que melhora o mundo
e a nós mesmos. (Robbins, 1993)
Robbins
afirma, ainda que as perguntas determinam tudo o que fazemos na vida, das
habilidades aos relacionamentos, mas que devemos atentar-nos ao tipo de
pergunta que nos fazemos (Robbins, 1993). E é justamente nesse ponto em que o
coach traz sua maior contribuição. Seu papel é fazer as perguntas certas, ou seja,
aquelas que encorajam seus clientes a reavaliarem seus comportamentos e crenças
limitantes, os projetem para padrões superiores e os ajude a desenvolver estratégias melhores.
Além das perguntas, o coach conta
com um arsenal de ferramentas e metodologias validadas que lhe dão suporte para
o bom andamento de suas sessões. Mas esse será um assunto para o próximo post.

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